Presidente da Abrava fala sobre formação profissional

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Arnaldo Basile, presidente executivo da Abrava
Arnaldo Basile, presidente executivo da Abrava

A atuação da entidade foi destaque em quadro da Globo, que mostrou o crescimento de 12,3% do setor

O setor de refrigeração e climatização foi destaque em quadro do Programa “É de Casa” da Globo que informava sobre o crescimento de 12,3% do setor de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a migração de profissionais para esse setor que tem vagas de emprego sobrando. A matéria destacou que passaram pela sala de aula da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração e ar-condicionado) mais de 1.500 alunos.

Em entrevista exclusiva para a Cebrasse News, o presidente executivo da Abrava, Arnaldo Basile, destacou a importância da capacitação e formação profissional no setor. “A Abrava tem como missão também, investir na capacitação e formação de profissionais. Por isso mantemos parceiras com a academia, universidades, escolas técnicas e de tecnologia. De olho neste cenário, temos o departamento Cursos e Treinamentos ABRAVA – CTA que está atento às necessidades dos setores representados, e também promove qualificação observando as lacunas do mercado AVACR (Ar condicionado, Ventilação, Aquecimento e Refrigeração)”, explicou Basile.

O presidente afirmou ainda que há anos a ABRAVA identifica que o mercado AVACR tem oferecido oportunidades interessantes, e que precisam ser bem remuneradas. Principalmente porque o Brasil necessita destes setores essenciais para a manutenção da sociedade. “A expansão do mercado de ar-condicionado, não se dá apenas porque as pessoas estão comprando mais aparelhos de ar-condicionado para residências, mas também porque o setor de serviços tem aumentado suas demandas para serviços corporativos para área comercial, industrial, que têm investido muito em novas tecnologias, em aprimoramento e melhoria das instalações já existentes”, explicou.

De acordo com Basile, as novas tecnologias são mais avançadas, tem exigido que os antigos profissionais sejam reciclados, atualizados, principalmente porque as novas tecnologias embarcadas nos novos equipamentos, tem sistemas automatizados permitindo maior interação com os sistemas centrais de gerenciamento predial.

“Neste sentido, não adianta só formar novos profissionais, os profissionais mais antigos precisam se reciclar, para que se atualizem de acordo com as novas tecnologias disponíveis no mercado nacional. O Brasil necessita gerar oportunidades profissionais dignamente remuneradas. E o setor do ar-condicionado e da refrigeração é inclusivo, oferece essas oportunidades. As pessoas podem trabalhar por conta própria, não necessariamente precisam trabalhar como empregados. Podem ser microempresários, mas para isso eles necessitam de capacitação técnica e ter formação empresarial ao menos básica, ou seja, saber fazer uma cotação, um orçamento, uma proposta técnica, proposta comercial, gerenciamento de equipe, saber treinar a equipe que trabalha com esses profissionais, interagir com os outros profissionais das áreas de civil, elétrica e hidráulica, ou seja, tudo isso faz parte da formação técnica que um profissional da área do ar condicionado e da refrigeração necessitam ter para desenvolverem uma atividade bem reconhecida e de sucesso”, concluiu.

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