Setor de serviços quer pedir ajuda ao governo para bancar custo de funcionário afastado com Covid

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Pronampe: inadimplência de bares e restaurantes dispara com alta de juros

Cerca de 350 mil bares e restaurantes no Brasil — metade do total em operação — tomaram crédito pelo Pronampe. Deles, 20% estão inadimplentes, perto de 70 mil. Essa fatia tende a chegar a 50% nos próximos três meses, quando mais estabelecimentos sairão do prazo de carência da última fase do programa, iniciada em 2021, prevê Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, associação que reúne os negócios do setor. É reflexo da alta dos juros, explica ele:

— Muitos bares e restaurantes do país estão em situação instável. Se tem 31% de empresas com prejuízo e outras 35% em equilíbrio, potencialmente, todas podem virar inadimplentes. Com a alta de custos para operar, estão no limite.

No setor, diz ele, a inadimplência em empréstimos para capital de giro costuma ser de 3%:

— É um problema gravíssimo. Muitos vão quebrar. Estamos buscando mais prazo junto ao governo federal.

Criado em 2020 para socorrer pequenas empresas na pandemia, o Pronampe tem pagamento corrigido pela taxa básica de juros anual, a Selic, acrescido de outra fixa. Até março de 2021, a Selic estava em 2%. Mas chegou a 10,75% este mês. Na esteira da Selic, a taxa do programa, de 1,25%, passou a 6% em 2021.

Quem tomou R$ 10 mil em crédito com Selic a 2% e taxa a 1,25% tinha parcela de R$ 292,52. Agora, bateu R$ 390, segundo cálculos do Sebrae Rio.

Link: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2022/02/setor-de-servicos-quer-pedir-ajuda-ao-governo-para-bancar-custo-de-funcionario-afastado-com-covid.shtml

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