Fórum inovação da Cebrasse destaca importância do associativismo para as empresas

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Reyes Marinho, consultor do Consultor de Empresas e Organizacional
Reyes Marinho, consultor do Consultor de Empresas e Organizacional

A Cebrasse realizou o Fórum de Inovação que teve como palestrante com o consultor do Consultor de Empresas e Organizacional Reyes Marinho com o tema “Investir em Gestão é potencializar o sucesso dos seus associados”. Ele destacou a relevância do papel do associativismo, e como os sindicados e associações comerciais devem ter o papel de assegurar, auxiliar e capacitar os empresários nessa caminhada de sucesso.

“Toda entidade empresarial tem que ser gerida como uma empresa, mesmo não sendo. Isso porque os seus associados exigem tão quanto clientes. Na verdade, os seus associados são clientes de uma entidade, então a maioria das entidades hoje no Brasil tem que ter a consciência que elas precisam ter uma gestão de excelência, uma gestão atualizada, uma gestão inovadora e modernizada”, observou Reyes.

O consultor avalia que a gestão nesses novos conceitos que vai causar mais atratividade para o associado, vai fazer ele se sentir mais pertencente a entidade. Vai valorizar e vai se sentir orgulhoso de participar de uma associação. “Esses são conceitos importantes hoje. Gerir uma entidade não é como antes. Há 40, 50 anos atrás, você tinha que se preocupar somente com a questão da defesa do associado, de fazer o lobby. Hoje não. Você precisa se preocupar com vários outros conceitos e um deles é prestar serviço”, explicou.

Reyes afirma ainda que representar é estar a ponto de defender o associado em qualquer situação e gerir muito bem a entidade de forma transparente, de forma aberta, formando novos líderes, gerenciando a parte de pessoas, de finanças, de processos, ter uma bela comunicação e um excelente marketing. Então, isso tudo e a gestão. “É por isso que uma bela gestão potencializa o sucesso da sua entidade junto aos seus associados”.

Na palestra ele destacou ainda a importância do associativismo para as empresas e as organizações. “Vamos imaginar hoje que no mundo como o nosso, onde nós vemos grandes organizações? O que que essas grandes organizações estão fazendo hoje? Se fundindo ou se unindo? Então, se os menores não tiverem a consciência de buscar o associativismo, o que que é o associativismo se unir para buscar algo melhor juntos?”, questionou.

Por isso, sua defesa é que organizações e empresas têm que buscar a promoção do associativismo. “Infelizmente a maioria dos empresários não tem esse cunho associativo. Eles ainda preferem estar sozinhos nas suas empresas. Então isso no nosso mundo hoje globalizado, não leva necessariamente ao sucesso ou se torna mais difícil o sucesso. Por isso que as associações, as organizações precisam fomentar o associativismo junto aos seus associados, junto aos empresários. Eles, por sua vez, precisam entender que se estiverem juntos em uma entidade, poderão ter maiores conquistas no mercado, que é complexo e difícil”, observou.

“Se uma empresa tiver organizada em um grupo, ela vai ter mais condições de obter, de ser ouvida, de obter resultados diante de uma defesa. Por exemplo, se você tem um distrito industrial e ele está todo esburacado, se uma empresa só desse distrito for ao poder público, dificilmente ele vai vir a fazer algo. Mas se o grupo de empresas unidos, representados por uma associação, for ao poder público, com certeza ele vai dar ouvidos. Então esse é um exemplo claro que o associativismo traz benefícios”, exemplificou.

SOBRE LUCRO

O palestrante também destacou que o empresário não pode ter receio de falar que a sua empresa dá lucro. O empresário tem que ganhar dinheiro, todo o negócio é feito para dar lucro. “O empresário brasileiro está sendo colocado em uma situação que ele tem que falar que a empresa dele não dá lucro, não dá resultado. Só que é uma empresa que não dá resultado, ela quebra. E quando a empresa quebra todos os funcionários, todas as famílias, vinculado aquela empresa, toda a tributação que aquela empresa entrega para o governo municipal, estadual ou federal, ela também acaba. Então, uma empresa, para o bem da comunidade, ela precisa ter resultado. O empresário precisa ter lucratividade, rentabilidade, porque essa rentabilidade vai ser traduzida em postos de trabalho garantido, mais emprego, mais renda, mais famílias que vão estar sustentadas e ao mesmo tempo mais tributos que vão ser entregues ao governo de uma forma correta e coerente e transparente”, observou.

PROGRAMA CAPACITAR

O Programa Capacitar trabalha com entidades empresariais do Brasil e foi premiado pela Câmara Internacional do Comércio. “Estamos no mercado há mais de 20 anos, já trabalhamos com mais de 1000 entidades empresariais. Hoje temos uma ferramenta que analisa a situação atual da entidade e depois definimos os caminhos através de um programa estratégico de médio prazo de três anos, capacita diretores funcionários, melhora e amplia o portfólio de serviços, desenvolve ações de marketing, de comunicação, de redes sociais, desenvolve estrutura de relacionamento entre a entidade e o poder público, entre a entidade e várias instituições que a entidade deve se relacionar e prepara a entidade para um bom relacionamento institucional”, explicou.

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