Evento reuniu especialistas, empresários e lideranças para discutir práticas ESG e o papel estratégico do setor na agenda climática e social do Brasil
São Paulo recebeu, nesta segunda-feira (24), o 1º Fórum de Sustentabilidade do Setor de Serviços, promovido pela Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços), com o objetivo de fortalecer a cultura ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) entre empresas do setor. O evento, realizado na sede do Sescon-SP, contou com palestras, painéis e trocas de experiências sobre como implementar práticas sustentáveis de forma acessível, eficaz e alinhada com as exigências do mercado e da sociedade.

Para o vice-presidente de sustentabilidade da Cebrasse, Lívio Giosa, que abriu o evento, o fórum foi um “momento privilegiado” de reflexão e direcionamento estratégico: “Tivemos aqui um olhar 360 graus sobre o tema. Sustentabilidade e ESG não são mais opcionais, são pautas estratégicas que agregam valor, reputação e contratos ao setor de serviços.”
Giosa destacou ainda a importância de políticas públicas aliadas à tecnologia como caminhos viáveis para ampliar o impacto positivo das empresas: “O grito de alerta sobre os eventos climáticos extremos precisa ecoar nas práticas empresariais. Este fórum vem justamente reforçar esse papel transformador do setor.”
O presidente do Sindeprestem, Vander Morales, reforçou que a adesão à pauta ESG deixou de ser uma tendência e se tornou uma exigência concreta do mercado. “Talvez ela não garanta um contrato, mas a ausência dela pode fazer a empresa perder oportunidades. Nosso papel é mostrar que isso é possível para todos: grandes, médias e pequenas empresas.”
Morales também apresentou as iniciativas do sindicato para facilitar esse processo, como cartilhas, podcasts que já somam 700 e fóruns regionais. Ele destacou que, além do aspecto ambiental, é preciso dar atenção à dimensão social, especialmente relevante no setor de serviços:
“Empresas que adotaram práticas sociais reduziram ações trabalhistas e melhoraram a comunicação com os colaboradores. Sustentabilidade é um ciclo virtuoso que começa no empresário e se estende às famílias dos colaboradores.”
O presidente do SEAC/ MG , Renato Fortuna, compartilhou a experiência do estado e reafirmou a importância da governança dentro da agenda ESG. “Muitos ainda veem sustentabilidade como custo, mas a percepção está mudando. Em breve, essa será uma condição básica para firmar contratos com grandes empresas.”um dos palestrantes Rubens Filho, representante da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, destacou o protagonismo do setor de serviços no cumprimento das metas climáticas globais. “Esse setor, que representa o escopo 3 das emissões de carbono — ou seja, serviços prestados às grandes empresas —, tem papel essencial na neutralização das emissões do país. Estamos a dez anos dos ODS e a poucos meses de mais uma COP. O engajamento do setor é urgente e necessário.”
O presidente da Cebrasse, João Diniz, afirmou que o fórum representou um passo relevante na construção de uma mentalidade coletiva mais consciente dentro do setor que representa cerca de 70% do PIB nacional. “A expectativa da Cebrasse é que novas edições e desdobramentos práticos reforcem ainda mais esse compromisso com um futuro mais sustentável e responsável. E para ajudar nesse debate. Nas próximas edições da news traremos matérias sobre as contribuições dos participantes do evento”, informou Diniz.
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