Avenida Paulista será o primeiro distrito sustentável monitorado por app no Brasil

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João Diniz e Livio Giosa

Durante o 1º Fórum de Sustentabilidade do Setor de Serviços, realizado pela Cebrasse em São Paulo, foi anunciada uma iniciativa inédita que pretende transformar a Avenida Paulista em um modelo nacional de sustentabilidade urbana. A ação foi apresentada por Lívio Giosa, presidente da Associação Paulista Viva, como parte do programa “Avenida Paulista Sustentável”, lançado com o objetivo de criar o primeiro distrito sustentável local do país.

A proposta central do programa é o desenvolvimento de um aplicativo inovador que permitirá medir as emissões de carbono geradas por empresas, instituições e pessoas que circulam diariamente pela via mais emblemática da capital paulista — um fluxo estimado em 1,2 milhão de pessoas por dia.

“Cada cidadão que utilizar o aplicativo poderá visualizar o quanto está emitindo e o que pode fazer para reduzir essas emissões. A meta é gerar indicadores reais e metas concretas de redução”, explicou Giosa.

O app vai reunir dados de mobilidade, hábitos de consumo e atividades empresariais, transformando a Avenida Paulista em um verdadeiro laboratório urbano de baixo carbono. A partir dos dados coletados, será possível estabelecer metas personalizadas e comunitárias, promovendo engajamento direto da população e do setor produtivo.

A iniciativa faz parte de um esforço maior da Associação Paulista Viva, que há dois anos criou o Fórum de Sustentabilidade e vem implementando ações para qualificar a experiência urbana na região, com foco em bem-estar, inovação e responsabilidade ambiental.

“Esperamos que a Avenida Paulista seja exemplo para outras localidades e que São Paulo lidere essa agenda ambiental no Brasil. A mudança climática é um desafio coletivo, e essa ferramenta dá o poder ao indivíduo para contribuir ativamente”, afirmou o presidente da associação.

O programa se alinha às metas de descarbonização assumidas pelo Brasil no cenário internacional e representa uma resposta concreta do setor de serviços e da sociedade civil às urgências do debate climático. A expectativa é que, além da visibilidade, a ação inspire outras regiões a adotarem soluções locais tecnológicas para reduzir suas pegadas de carbono e ampliar a cultura de sustentabilidade no cotidiano urbano.

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