Brasileiro está entre as 200 principais vozes mundiais em governança corporativa

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Luiz Henrique Alves ocupa a 192ª posição em ranking global da Favikon, que analisa milhões de criadores de conteúdo; especialista destaca avanço do debate sobre governança, compliance e gestão de riscos

O brasileiro Luiz Henrique Alves foi reconhecido como uma das 200 principais vozes mundiais em governança corporativa em ranking divulgado pela Favikon. O executivo aparece na 192ª posição global, com pontuação de 73 pontos em 100, em uma lista que reúne especialistas e lideranças de diferentes países com atuação no debate sobre governança.

O levantamento ganha relevância em um momento de transformação da própria agenda dos conselhos de administração. Temas tradicionalmente associados à governança, como transparência, prestação de contas e fiscalização, passaram a dividir espaço com questões como inteligência artificial, riscos algorítmicos, cibersegurança, ética digital, inovação responsável e tomada de decisões em ambientes de incerteza.

A Favikon utiliza inteligência artificial para acompanhar e analisar milhões de criadores de conteúdo em diferentes áreas, considerando indicadores relacionados à autoridade, ao engajamento e à qualidade do conteúdo produzido.

Para Luiz Henrique, o reconhecimento internacional também reflete um trabalho coletivo de construção e disseminação de conhecimento sobre governança no Brasil.

“Os números contam apenas parte da história. A verdadeira construção de conhecimento em governança não se faz sozinho”, afirmou.

Ao comentar sua presença no ranking, o executivo dedicou o reconhecimento à FIA Business School e à CONFIA, destacando a contribuição de professores e profissionais das instituições para o desenvolvimento e o fortalecimento do debate sobre governança no país.

Luiz Henrique aponta três pilares que considera fundamentais para o futuro das organizações: compliance, governança e risco. No primeiro, defende a construção de culturas empresariais nas quais a integridade faça parte efetivamente da organização, em vez de ser tratada apenas como uma obrigação formal.

Na governança, destaca a importância da liderança responsável e da prestação de contas para sustentar decisões em cenários de incerteza. Já na gestão de riscos, defende uma abordagem estratégica, capaz de transformar a administração das incertezas em diferencial competitivo para as empresas.

“Independentemente das flutuações diárias do ranking, o que realmente importa é continuarmos contribuindo para a evolução da governança corporativa no Brasil e no mundo”, afirmou.

A lista internacional reforça também a presença de especialistas brasileiros no debate global. Além de Luiz Henrique Alves, aparecem entre as posições 191 e 200 nomes como Andre Johannpeter, presidente do Conselho da Gerdau; Fabio Henrique de Sousa Coelho, presidente da Amec Brasil; Angel Donaggio; e Gabriela Baumgart.

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