AGENDA DE EMPRESÁRIOS EM LISBOA PODERÁ ABRIR MERCADO DA UNIÃO EUROPEIA PARA O SETOR DE SERVIÇOS

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Cebrasse News
17 de Outubro de 2017

AGENDA DE EMPRESÁRIOS EM LISBOA PODERÁ
ABRIR MERCADO DA UNIÃO EUROPEIA PARA
O SETOR DE SERVIÇOS

Por Lúcia Tavares


Na Conferência, João Diniz e João Vieira Lopes assinam Acordo de Parceria e
Cooperação entre a Cebrasse e a Confederação de Comércio e Serviços de Portugal – CCP

Resultante de parceria entre a Central Brasileira do Setor de Serviços e a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), e organizada pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) e pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Portugal – ADVP, delegação de empresários de vários segmentos da prestação de serviços associados à Cebrasse, acompanhados do representante do setor de Serviços na Câmara Federal, deputado federal Laércio Oliveira (SD/SE), estiveram em Lisboa entre os dias 25 e 27 de setembro. Objetivo: estreitar laços e abrir a bilateralidade dos negócios entre os dois países, nos quais o setor de Serviços responde por quase três terços da composição do PIB.

O empresário João Diniz, presidente da Cebrasse, avalia que o Brasil tem hoje com seu descobridor e colonizador mais do que amistosos laços históricos e de Língua: tem a porta de entrada para a União Europeia, onde cidadãos, bens, serviços e capitais circulam sem fronteiras e giram a roda de uma economia que movimentos € 14 bilhões em 2015 – de acordo com informações disponibilizadas pelo Parlamento Europeu.

Na contrapartida para Portugal, o dirigente da Central Empresarial prevê a entrada de empresas portuguesas no Brasil e em demais países do continente sul americano pela via do Mercado Comum do Sul, mais conhecido como  Mercosul.
Diniz informa que uma empresa de serviços registrada em Portugal, por exemplo, pode atuar em outro país do Bloco Econômico Europeu, sem ter de abrir nova empresa ou sucursal no local pretendido. Mas isso depende, sobretudo, da frequência, duração e regularidade com que se deseja prestar os serviços – apenas temporariamente, apenas a um cliente específico que opera em outro país ou ainda testar o mercado antes de expandir as atividades da empresa para outro membro do Bloco. E há regras diferentes para alguns segmentos, como segurança privada e agências de trabalho temporário, por exemplo.

NR- Saiba mais clicando no link abaixo:

Se tiver uma empresa de serviços (por exemplo, um ateliê de arquitetura ou uma agência de guias turísticos) registada no país onde reside, pode prestar serviços noutro país da UE sem ter de abrir uma empresa ou sucursal nesse país. Continue lendo

Um marco para o Setor

A presença dos empresários em Portugal “foi um marco para a Cebrasse, numa programação que reuniu autoridades e empresários dos dois países e demais regiões europeias com o objetivo de “encontrar uma harmonização entre interesses e negócios, e ao mesmo tempo abrir novas oportunidades de mercado”, afirma o presidente Executivo da ADVB, Lívio Giosa, responsável pela agenda local que incluiu a Conferência Internacional do Setor de Serviços  e uma  Rodada de Negociações. Da conferência, destaca a assinatura de grande acordo bilateral para a abertura de negócios, incentivando o aquecimento dos dois mercados. “Foi o primeiro grande tratado internacional que a Cebrasse assina, capaz de lhe dar relevância e, ao mesmo tempo, abrir um canal efetivo de relacionamento com autoridades, executivos e as principais entidades do setor”.

Da “significante da Rodada de Negócios entre os empresários que representaram seus mercados e também suas instituições nas áreas de Asseio e Conservação, Vigilância Patrimonial, Factoring e Leasing, Eventos e Lazer, Projetos de Engenharia e Construção Civil e de Facilities”, Giosa ressalta a abertura de “extraordinária oportunidade para os empresários se envolverem em práticas internacionais”.

A viagem a Lisboa ocorreu “de forma extremamente qualificada”, diz ele, que cita também o jantar com que a prefeitura de Cascais recebeu os visitantes. “O resultado da viagem foi significativo e depende agora de cada empresário e de cada instituição dar encaminhamento a tudo que foi assinado formalmente”, conclui Lívio Giosa.


Depoimento de Empresários

ANTONIO PEROVANO

“Muito proveitosa a agenda com trocas de informações. Penso que o mercado português está bastante aberto para a o setor de Serviços, mas, quanto ao segmento de  Limpeza e Conservação,  pude verificar que a entrada das empresas brasileiras no mercado português  terá que ser com paciência, e começar a ganhar confiança aos poucos.

Quero parabenizar à diretoria da Cebrasse pela magnífica condução dos trabalhos, e  aos dirigentes da Febrac juntamente com os colegas dirigentes portugueses. E agradecer ao deputado Laércio Oliveira pela presença e pela palestra; ao embaixador do Brasil por ter estado na abertura do evento, e às autoridades do governo português que participaram Da agenda em Lisboa. Minha gratidão também pela belíssima acolhida que tivemos dos portugueses.”  


 

AVELINO LOMBARDI

“Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar e cumprimentar a Cebrasse por essa brilhante e corajosa iniciativa, e dizer da satisfação de poder ter tido a oportunidade de participar dessa Conferência Internacional do setor de serviços.

Quero registrar a excelente organização, a escolhas dos temas e a rodada de conversas entre os empresários e dirigentes de entidades dos dois países.
Acredito que o êxito foi total;  o apoio das autoridades portuguesas foi evidente  e também o da embaixada brasileira em Portugal.

Tivemos oportunidade de expor como trabalhamos esse e nesse setor no Brasil; de entender como funciona o setor naquele país; e debater e trocar experiências com empresários do setor em Portugal. De estabelecer parâmetros de comparação de como são as entidades por lá, como funcionam e as dificuldades de cada país, no que tange à legislação, ao funcionamento e diretrizes.

São iniciativas como essa que trazem credibilidade à Cebrasse e com isso poder avançar para projetos iguais ou maiores.”


 

EDGAR SEGATO


Delegação da Febrac chegou à Lisboa, vinda de outra missão em Berlin

Para o presidente da Federação Brasileira das Empresas de Asseio e Conservação – Febrac, a presença do ministro da Economia de Portugal Manuel Cabral  nas palestras da  Conferência Internacional do Setor de Serviços em 26 de setembro deixou muito claro o grande interesse daquela país em atrair investidores.

Contudo, ao se lembrar de que Portugal sai agora de uma crise vinda há nove anos e que há dois anos vem sendo expressiva a redução na taxa de desemprego no país, o empresário observa à CebrasseNews que o  segmento de Asseio e Conservação ficaria  refém da escassez de mão de obra local –  “que parece não estaria disponível por não ser um setor atrativo”. Os moradores de lá optam por outras atividades e, assim, nos restariam os imigrantes – o que não é nada fácil, em virtude da legalização dessas pessoas no país”, complementa Segato.


HAMILTON BRITO JUNIOR


Paulo Pinheiro, Mario Celso Dias, Iara Dórea; João Carlos Ribeiro Vargas, presidente do Sinfac-ES e o presidente do Sinfac-SP, Hamilton de Brito Junior, na rodada de negociações do setor de Factoring, acompanhados por João e Tatiana Diniz

“As diferenças entre a atividade praticada em Portugal e no Brasil mostram que as empresas do setor nacional ainda têm muito a aprender com suas coirmãs portuguesas, especialmente na hora de realizar uma operação, relata Hamilton de Brito Junior,  presidente do Sinfac-SP.
“Para a nossa surpresa, os empresários fazem uma operação similar ao fomento à produção ou matéria-prima, mas exigem do seu cedente a emissão de uma fatura provisória ao sacado para pagar o fornecedor, com acerto final na fatura definitiva”, comenta o empresário.


RETROSPECTIVA DA PROGRAMAÇÃO

Com informações da Assessoria de Comunicação da ADVB- ADVP

Jantar no Hotel Dom Pedro Lisboa contou com a participação do embaixador do Brasil Luiz Alberto Figueiredo Machado, que destacou a importância da iniciativa. Para João Diniz, presidente da Cebrasse, a presença do diplomata foi uma um marco à excelência o encontro prestigiado pelo governo brasileiro, na medida das  participações de seu representante oficial em Portugal e do deputado federal Laércio Oliveira (SD/SE); e pelo governo português, por meio do secretário de Estado da Internacionalização Eurico Brilhante e do ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral.

O jantar de abertura (25), teve a presença de 50 congressistas, e contou com a presença do Embaixador do Brasil em Portugal, Luiz Alberto Figueiredo Machado, além dos responsáveis pela organização e realização do evento: João Vieira Lopes, presidente da CCP; António Saraiva, presidente da ADVP/CIP; Lívio Giosa, presidente Executivo da ADVB; João Diniz, e José Renato Bóia Rocha, vice-presidente e fundador da ADVP. O deputado federal Laércio Oliveira também prestigiou a cerimônia.

Na terça-feira (26), a Conferência Internacional do Setor de Serviços Brasil-Portugal discutiu problemas do setor e formas de os solucionar

Por parte do Brasil, pela participação de seu representante oficial em Portugal, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, e do deputado federal Laércio Oliveira (SD/SE).

O governo de Portugal se fez presente pelo secretário de Estado da Internacionalização Eurico Brilhante e pelo ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral, declarou João Diniz.

O presidente Executivo da ADVB, Lívio Giosa, destacou a ambiência do evento, que possibilitou a empresários portugueses e brasileiros as tratativas iniciais para a  internacionalização de seus negócios.

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Rui Monteiro, presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado de São Paulo – SEAC/SP e do Conselho Deliberativo da Cebrasse, palestrou sobre oportunidades do setor de Serviços em Portugal e no Brasil.

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As abordagens analisaram perspectivas econômicas, resgaste de investimento pós-crise nos dois países e a reordenação econômica luso-brasileira que pode levar a novos negócios. Palestras sobre o fomento de negócios iniciadas por João Vieira Lopes, da CCP, reuniram cerca de 100 participantes.

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"O Contributo do Factoring para a Internacionalização das Empresas" foi o tema de Paulo Pinheiro, presidente da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF) “que pode auxiliar na saúde financeira das empresas e consequente crescimento”.


Membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo na Câmara Federal, o deputado Laércio Oliveira disse que o encontro é uma janela de oportunidade para os empresários de Brasil e Portugal ampliarem seus negócios.


O secretário de Estado de Internacionalização de Portugal, Eurico Brilhante Dias, desenvolveu o painel "O Panorama do Setor de Serviços na União Europeia e o Potencial de Negócios com o Brasil”. Brilhante Dias fez um chamamento de investimentos dos dois lados e alertou que a relação entre os dois países precisa ser mais firme, empreendedora e realista a ficar, meramente, no campo das ideias.


Para João Diniz, presidente da Cebrasse, as presenças do deputado Laércio Oliveira
e do embaixador do Brasil em Portugal, Luiz Alberto Figueiredo Machado (de camisa azul e gravata vermelha) demonstraram o apoio do governo brasileiro à missão empresarial

Por fim, o Ministro da Economia de Portugal, Manuel Caldeira Cabral parabenizou a Conferência. Afirmou que, apesar de algumas turbulências, os investidores devem ter em mente que Portugal é a porta de entrada da Europa e seus 500 milhões de consumidores e o mesmo se aplica ao Brasil, em relação ao Mercosul e à América Latina. Caldeira Cabral acredita que é uma questão de tempo para haja sensível aumento dos investimentos e do empreendedorismo de lado a lado.

O evento teve continuidade à noite com um jantar de negócios com representantes da prefeitura da cidade de Cascais, importante representante do turismo lusitano. No último dia do evento ocorreram várias mesas de negociações entre os conferencistas.

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