Estudo da Cebrasse aponta que comércio e serviços foram os mais prejudicados pelo isolamento social

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O Brasil fechou o último trimestre de 2020 com cerca de 2,3 milhões de trabalhadores desempregados a mais em relação ao mesmo período de 2019, incremento de 19,7%. Conforme aponta a tabela 1, no 4º trimestre do ano passado o contingente de desocupados somou 13,9 milhões de pessoas frente aos 11,6 milhões do 4º trimestre de 2019. A taxa de desemprego no período saltou de 11,0% para 13,9% da força de trabalho. Os dados são de um estudo realizado pela Central Brasileira do Setor de Serviços.

O último trimestre de 2020, como apontado na tabela 2, teve uma perda geral de quase 8,4 milhões de empregos quando comparado com o último trimestre de 2019. Foram quase 9% a menos de pessoas ocupadas em um período marcado pela pandemia de Covid 19, com a sociedade convivendo a maior parte do ano numa situação de isolamento social e presenciando uma crise econômica profunda. Em relação aos setores da produção os quadros funcionais mostraram uma grande disparidade entre o 4º trimestre de 2019 e o 4º trimestre de 2020. A agropecuária, setor que teve expansão do PIB ano passado, apresentou crescimento de empregos e manteve o setor primário com saldo positivo de 227 mil ocupados.

O Setor público registrou expansão de 112 mil postos de trabalho. Os segmentos comercial e prestador de serviços foram os mais prejudicados pelo isolamento social decorrente da pandemia de Covid 19. No conjunto Comércio e reparação de veículos e motocicletas houve a maior variação absoluta, com perda de quase 2 milhões de empregos. Na sequência aparecem Alojamento e alimentação, com quase 1,6 milhão de funcionários a menos, e Serviços domésticos, com redução de 1,4 milhão de postos de trabalho. Na Indústria geral houve retração de 1,2 milhão de trabalhadores

Em termos percentuais houve redução mais expressiva no contingente de empregados nos ramos de Alojamento e alimentação (-27,7%), Serviços domésticos (-22,3), Outros serviços (-18,5%), Transportes, armazenagem e correio (-12,8%) e Construção (-11,8%).

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