Seminário internacional da Fenaserhtt e do Sindeprestem reuniu grandes nomes das relações do trabalho do Brasil e do mundo em São Paulo

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Seminário internacional da Fenaserhtt e do Sindeprestem reuniu grandes nomes das relações do trabalho do Brasil e do mundo em São Paulo

A Fenaserhtt e o Sindeprestem realizaram no último dia 04 de outubro, no Tivoli Hotel, em São Paulo, o Seminário Internacional – “Terceirização e Trabalho Temporário: uma ponte para o futuro”. O evento reuniu grandes nomes das relações trabalhistas do Brasil e do mundo como o professor José Pastore, Antonio Carlos Lacerda, Livio Giosa, representantes da WEC Global – Confederação Mundial do Emprego, a presidente Bettina Schaller e o diretor geral Denis Pennel, e a representante do LinkedIn, Adrienne Faessler.

Seminário internacional da Fenaserhtt e do Sindeprestem reuniu grandes nomes das relações do trabalho do Brasil e do mundo em São Paulo

No primeiro painel – serviços privados de emprego – moldando a agenda institucional global, Denis Pennel destacou que a WEC Global atua em 50 países e que atua junto aos representantes locais de cada região com o objetivo de influenciar os legisladores para a regulamentação das formas diversas de trabalho que existem atualmente. “Atuamos para encontrar um sistema equilibrado para dar uma maior segurança legal em tempos de maior flexibilidade e formas distintas de trabalho”, apontou.

Bettina Schaller destacou que o evento ocorreu em um momento histórico no Brasil, dois dias após o primeiro turno das eleições para Presidente da República, e frisou que a WEC Global é um parceiro dos atores políticos na área de relações do trabalho. “A questão do emprego deveria ser, ao lado da inovação, a prioridade máxima dos governantes no Brasil. O país tem um capital humano fantástico”, diz.

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A presidente da WEC frisou que o desemprego está em queda em todo mundo e número de cargos abertos está crescendo e o desafio do mercado de relações do trabalho mundial é o de criar oportunidades para quatro gerações de pessoas que atualmente estão no mercado de trabalho. “Temos desafios importante nas questões climáticas, com a economia verde e as oportunidades que ela proporciona, além da tecnologia, com oportunidades na inteligência artificial, blockchain e outros. Nosso papel é o de entender e apoiar as novas habilidades necessárias para acompanhar essa nova tecnologia”, pontuou.

O professor José Pastore destacou em sua apresentação que o mercado passa pelo fenômeno da digitalização e que isso demanda novas formas de contratos diversos e flexíveis. “Passamos por um momento em que grande parcela dos profissionais trabalham para aplicativos. Trata-se de um desafio para o Direito do Trabalho e para os legisladores, que devem encontrar alternativas de proteção e segurança para trabalhadores e empresas. Pois temos que criar regras que protejam sem precarizar o trabalho. E a terceirização é uma dessas alternativas, pois hoje existem muitos trabalhadores desprotegidos, que não se enquadram nem como CLT, nem como autônomo e nem como MEI e, assim, ficam descobertos”, alertou.

Pastore também disse que as relações trabalhistas passaram, por conta da reforma trabalhista de 2017, por mudanças recentes, mas que necessitam de atualizações de forma permanente para abarcar todas as novas formas de trabalho. “Atualmente é impossível termos apenas um sistema único e engessado. E isso é um desafio para o mercado e para o Direito do Trabalho convencional. Isso porque existem atividades que são cobertas pela CLT, por exemplo, e outras não. Estamos vivendo em um mundo do trabalho demasiadamente heterogêneo. E nesse cenário destaco a terceirização e o trabalho temporário que geram empregos diretos e indiretos, sem a perda da qualidade pela empresa e também sem a precarização dos direitos do empregado. Trata-se, na minha visão, de uma arte, pois esses modelos buscam profissionais qualificados, com objetivo de agilizar tempo e decisões das empresas, sem visar apenas o lucro, mas sim os resultados”, avaliou o professor.

No segundo painel, os painelistas Ivo Dall’acqua, Paulo Schoueri e Betina Schaller, sob a batuta do mediador, Eduardo Pastore, fizeram um debate sobre as dificuldades da legislação trabalhistas e os caminhos para a evolução das leis para uma melhoria nas relações entre empresa e trabalhador.

No terceiro painel da tarde, o mediador Lívio Giosa conduziu uma boa discussão sobre as medidas administrativas econômicas e políticas necessárias para destravar a contratação formal de trabalhadores. No debate estavam Antônio Correa Lacerda, Clemente Ganz Lucio e Denis Pennel. Antonio Carlos Lacerda destacou a importância da adequação da reforma tributária no sentido de estimular a geração de empregos formais. Já Clemente Ganz Lúcio citou alternativas e iniciativas importantes sobre modelo de estrutura sindical e de relações tripartite para garantir um futuro e uma evolução do mercado de trabalho.

LinkedIn

No último painel do dia – Futuro do Trabalho em meio às incertezas Macroeconômicas / Futuro da Contratação – Adrienne Faessler, Global Head of Strategic Accounts do LinkedIn, afirmou que o mercado de trabalho está um processo lento de avanço na taxa de contratação em todo mundo e que o mercado de trabalho passa por um momento de grande transformação pós-pandemia. “As habilidades dos profissionais é que serão levadas em contam, mais que os títulos acadêmicos, para retenção de valores no futuro. Estamos no meio de uma mudança no qual as empresas estão repensando seus modelos de trabalho, suas culturas e valores. As empresas estão mais flexíveis para garantir a retenção de empregados, que hoje estão dando atenção para vagas mais flexíveis, com possibilidade de trabalhar meio período ou de forma híbrida e até em home office”, afirmou.

A representante do Linkedin demonstrou que um estudo da ferramenta digital revelou que 400 mil empresas pretendem fazer suas contratações com foco nas habilidades do empregado e não apenas em títulos. “O Linkedin passará a utilizar novos métodos para garantir a conexão das empresas com as habilidades dos profissionais. A ideia é mapear o mercado com destaque nas habilidades dos candidatos”, revelou.

E Adrienne Faessler também disse que o LinkedIn tem o objetivo de investir futuramente em uma versão mais simples da ferramenta para dar um maior acesso para categorias de trabalhadores que têm maior dificuldade de acesso à internet e também de acessar as vagas atuais no LinkedIn. “Estamos trabalhando na evolução e no aperfeiçoamento da ferramenta para acompanhar os novos tempos e para ser uma ponte para o futuro para um alto volume de contratações que devem acontecer nos próximos anos”, disse

E o presidente da FENASERHTT e o SINDEPRESTEM Vander Morales, que mediou o primeiro e o último painel, fechou o evento com uma reflexão: “Foi uma tarde de grandes lições e ensinamentos. Uma grande jornada de informações, na qual pudemos filtrar os elementos que nos levarão a elaborar uma proposta objetiva e cristalina para o próximo Chefe do Executivo do nosso país. É com especial orgulho que constato a importância deste evento para o setor de trabalho temporário e terceirizado, que foi brindado com momentos de reflexão e debate sobre as questões mais prementes e os novos desafios das empresas e do mercado de trabalho. sempre visando a harmonia nas relações capital x trabalho e o desenvolvimento pleno da economia brasileira”.

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