Comissão Nacional de Saúde Suplementar apresenta balanço das negociações

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Marun David Cury, diretor de Defesa Profissional da Associação e da AMB
Marun David Cury, diretor de Defesa Profissional da Associação e da AMB

A Comissão Nacional de Saúde Suplementar, encabeçada pela Associação Médica Brasileira e Associação Paulista de Medicina, se reuniu na última quinta-feira, 8 de dezembro, para apresentar o balanço das negociações com as operadoras de planos de saúde em relação aos honorários médicos

A Comissão Nacional de Saúde Suplementar, encabeçada pela Associação Médica Brasileira e Associação Paulista de Medicina, se reuniu na última quinta-feira, 8 de dezembro, para apresentar o balanço das negociações com as operadoras de planos de saúde em relação aos honorários médicos.

Ao longo do ano, foram realizadas dezenas de reuniões com as empresas, com a finalidade de ampliar o relacionamento e discutir interesses em comum, além de apresentar a pauta de reivindicações dos médicos em 2022.

O presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, participou deste último encontro do ano e agradeceu a participação de todos. Também parabenizou os diretores de Defesa Profissional da Associação e da AMB, Marun David Cury e José Fernando Macedo, respectivamente, pelo trabalho que vem sendo feito.

“É um prazer estar aqui com vocês. Estamos concluindo um ano de muito trabalho com a retomada dos encontros presenciais e, com certeza, aqueles que não estão acompanhando as reuniões da Defesa Profissional ficarão surpresos pelo expressivo número de encontros realizados em 2022 e pelo diálogo constante com as operadoras de planos de saúde. Não progredimos do jeito que gostaríamos, uma vez que é necessário capilarizar as ações, de forma que é muito importante que as Federadas da AMB e as sociedades de especialidades se envolvam mais para que as negociações não fiquem restritas a esse ou aquele grupo”, destacou.

Marun Cury também reforçou que os médicos precisam se unir e lutar pelo bem comum. “Tem operadora burlando a Lei 13.003/2014 e, se deixarmos isso acontecer, será um desastre para as negociações. Peço que todos se engajem, porque a luta é coletiva. Estou lutando pelo médico que está vindo e cada vez mais a remuneração está ficando mais defasada.”

Ele ainda enfatizou que houve avanço nas negociações, mas não do jeito esperado. Citou a Hapvida e falou do levantamento realizado em todo o País para verificar as dificuldades que os médicos mais enfrentam. “Os representantes deste grupo querem fazer um trabalho construtivo junto ao segmento médico. Então, nós colocamos alguns parâmetros, tanto para a Hapvida quanto para a Notredame/Intermédica. Eles estão operacionalizando a consulta de R$ 60 a R$ 200, de acordo com a especialidade. Em cima desses valores darão 8% de reajuste. Em relação à hora trabalhada no sistema verticalizado, passaram de R$ 90 a R$ 150 – um avanço interessante. A Notredame também vai dar 8% em cima desses valores e a hora trabalhada passou de R$ 150 para R$ 180.”

Além disso, de acordo com o diretor de Defesa Profissional da APM, a Hapvida colocou à disposição das Associações todos os seus representantes do País para negociar as dificuldades enfrentadas pelos médicos em qualquer estado ou cidade. “Queremos condição de trabalho adequada, valorização do trabalho médico e valores de consulta adequados.”

Balanço

Vinte empresas enviaram propostas de melhorias nos honorários médicos: Afresp/Amafresp, Amil, Assefaz, Bacen, Bradesco, Care Plus, Cassi, Cetesb, Dix/Medial, Economus, Funcesp/Vivest, Gama Saúde, Hapvida, Notredame/Intermédica, Omint, Porto Seguro, Postal Saúde, Saúde Caixa, Sompo e Sul América. Já outras 16 não enviaram propostas – Allianz, Austa Clínicas, Cabesp, CET, Embratel, Geap, Infraero, Life Empresarial, Metrus, Plan-Assiste, Saúde Petrobrás, Seisa/Next, Sepaco, Serpo, SPA Saúde e Unimed Seguros. A tabela com o balanço completo será publicada na próxima edição da Revista da APM e será disponibilizada na área de Defesa Profissional do site da Associação em breve.

O diretor administrativo da APM, Florisval Meinão, acredita que o ideal seja já iniciar a pauta do ano que vem. “O cenário na saúde suplementar continua inalterado e a legislação é a mesma com a Lei 13.003/2014, que prevê reajuste anual, mas nunca definiu exatamente qual seria esse valor, uma vez que permite a livre negociação. As empresas, de forma geral, sub-reajustam os honorários de procedimentos, porque as consultas até conseguimos avançar.”

Ainda de acordo com ele, é preciso sinalizar as Federadas da AMB e as sociedades de especialidades para preparar os respectivos estados e associações com uma pauta que contemple os reajustes e que estes não sejam diferenciados entre procedimentos e consultas: “Acho importante que as entidades tenham participação ativa, porque se a gente não avança é em razão das empresas não se sentirem pressionadas.”

Complementando, Macedo falou que em breve haverá uma reunião com a Comissão Nacional de Saúde Suplementar para estabelecer o planejamento de 2023 e o colocar em prática no início de janeiro. “O que precisamos é ter soldados para poder mudar, e é fundamental contar com as sociedades.”

Para César Eduardo Fernandes, presidente da AMB, é preciso ter mais união nessas negociações: “Temos que divulgar mais esse trabalho valioso que vem sendo feito, fazer chegar aos nossos associados, porque a comunicação é fundamental e precisamos melhorá-la. Esse trabalho ainda está sendo construído, e isso é o mais importante. Parabenizo a todos que estão trabalhando nessa direção”, finalizou.

Fonte: AMP

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