Em evento que mostra a força dos bares e restaurantes, Abrasel alerta: “não podem matar o setor que mais emprega com aumento de carga tributária”

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Solenidade de abertura da Semana da Alimentação Fora do Lar em São Paulo é marcada por pressão pela simplificação do empreender e exaltação à força empreendedora que vem das favelas

A cerimônia de abertura da 6ª Semana da Alimentação Fora do Lar, realizada pela Abrasel nesta terça-feira (13), na capital paulista, serviu para mostrar a força dos bares e restaurantes no cenário sociopolítico e econômico brasileiro.

O evento, que contou com participação de grandes líderes políticos e empresariais, reuniu o setor, exaltou a força empreendedora brasileira, com especial atenção às favelas, e pressionou os poderes legislativos e executivos contra o aumento da carga tributária.

No palco estiveram Paulo Nonaka, presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel, Paulo Solmucci, presidente Executivo da Abrasel, Luiz Hirata, presidente da Abrasel em São Paulo e Thiago Falcão, vice-líder do Conselho Nacional da Abrasel. Na ocasião, Solmucci destacou também o papel do ex-presidente do Sebrae, Carlos Melles, como grande apoiador do empreendedorismo no Brasil.

Além deles, também estiveram no palco Aline Cardoso, secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Rodrigo Goulart, vereador de São Paulo e presidente da Comissão de Turismo, Lazer e Gastronomia, Hiroyuki Minami , secretário de desenvolvimento econômico de São Bernardo do Campo, Pedro Leão, secretário de Cultura e Turismo de Ribeirão Preto, João Carlos Jr, presidente GS1 Brasil e Luciane Leite, secretária de Turismo e Viagens de São Paulo.

Em seu discurso, o presidente Paulo Solmucci fez um raio-X do setor, que mostra robustez e resiliência, mas ainda se recupera das medidas restritivas impostas de maneira injusta e arbitrária na pandemia.

“Hoje os bares e restaurantes recuperaram os empregos perdidos, mas nosso setor está extremamente endividado: temos 66% das empresas com dívidas. Destas, dois terços com dívidas em atraso. Faltou às nossas autoridades um plano, como aconteceu em 100 dos 130 países acompanhados pelo FMI, de apoio a fundo perdido para o nosso setor”, disse.

Solmucci afirmou que a Abrasel está alinhada com a importância da reforma tributária e com a metodologia doIVA, o Imposto sobre Valor Agregado, que pode substituir os atuais IPI, PIS, Cofins, ICMS, e ISS.

“Não conseguimos entender que não possa haver um olhar especial para o setor de serviços. Estamos falando do IVA substituindo cinco impostos. Pagamos três deles. Por que vamos pagar uma alíquota igual de quem paga os cinco? Somos um setor que merece uma atenção diferente por tudo que nos foi imposto de forma arbitrária durante a pandemia”, afirma Solmucci”.

“Temos uma importância sociopolítica e econômica muito grande para o Brasil e por isso fazemos esse alerta para toda a sociedade: não podemos matar o setor que mais emprega no país com aumento de 37,5% de carga tributária”, completa.

Paulo Solmucci: “Nós temos que ser favela”

Passada a cobrança pública contra o aumento da carga tributária, outro momento na solenidade foi aclamado pela plateia. Ao exaltar a força empreendedora oriunda das favelas, Paulo Solmucci mostrou que a organização está se empenhada a simplificar o empreender em todo o Brasil.

“Não temos apenas que relacionar com a favela. A Abrasel tem que ser favela. Precisamos disso. 15% dos negócios da favela são do nosso setor, boa parte da nossa mão de obra está na favela”, disse.

Ao lado de Ivanda Braga – Líder do Núcleo Abrasel na comunidade do Dendê, em Fortaleza, o primeiro núcleo da Abrasel nas favelas, Solmucci completou:

“Não devemos ter medo de ir para a favela, o nosso medo é a nossa ausência, a partir do momento que perdermos esse medo o Brasil vai mudar. Sempre acreditei que se resolvermos os desafios dos bares e restaurantes, resolveremos também os desafios de quem quer empreender nesse país. Se a gente melhorar e simplificar o empreender, teremos uma nação mais feliz, mais justa e mais digna”.

A força de São Paulo

Presentes no palco da solenidade de abertura do evento, importantes representantes do poder público de São Paulo destacaram a força dos bares e restaurantes para a economia da maior cidade do país.

Em um discurso efusivo, Aline Cardoso, secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, mostrou algumas ações desenvolvidas, como por exemplo o Sampa Mais Rural, que reúne mais de mil pontos que cultivam e vendem alimentação orgânica também para bares e restaurantes e o programa de capacitação profissional, que já qualificou cerca de 35 mil profissionais de gastronomia nos últimos quatro anos.

“Gastronomia tem que ser política pública, não é só alimentação, não é só emprego. É cultura, é tradição, é origem, é afeto”, disse.

Fonte: Abrasel

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