Folia com segurança: tolerância zero contra a clandestinidade

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Reprodução Globo
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O Presidente do SESVESP Flávio Sandrini designou a diretoria de Eventos da entidade para acompanhar os trâmites do carnaval de São Paulo proporcionando e garantindo proteção adequada a grandes multidões. Marco Antônio Lopes, especialista em segurança de eventos, tem noção exata dos caminhos pelos quais deve ser planejado em uma sequência de grandes eventos ao longo do ano de 2024, que começaram com o carnaval. “A organização dessas datas, passa necessariamente pela consonância do poder público (Prefeitura), com seus equipamentos (Guarda Municipal, CET), o Ministério Público, a Polícia Militar, as empresas de segurança, os trabalhadores da segurança (vigilantes) e até da Polícia Federal checando a licitude das empresas contratadas”, explicou Lopes.

De acordo com O presidente do Semeesp (Sindicato das Empresas de Escolta Armada de São Paulo) e também diretor da Cebrasse, Autair Iuga, o carnaval esse ano em São Paulo foi muito mais organizado e estruturado, com várias reuniões anteriores com a Prefeitura, segurança pública, segurança privada, organização de eventos. “Foi muito bem dimensionada a quantidade de público e de segurança, banheiros químicos, combate ao crime de furtos e roubos de celulares com grandes apreensões. Acho que nós estamos no caminho certo. A gente domina o assunto, tem como contribuir”, disse.

Antonio Pereira de Oliveira, presidente do SEEVISSP – Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares de São Paulo, tem enviado continuamente, já há alguns anos, ofícios de notificação a todos os envolvidos na organização e planejamento de grandes eventos de São Paulo. “Entendo que a clandestinidade é gasto e que a regulamentação é investimento, no que diz respeito à Segurança Privada”, reforça Toninho os motivos pelos quais enviou o ofício aos parceiros de eventos e atividades. “Sabemos que nesta época, todos nós nos esforçamos para que a festa seja cada vez mais notável para São Paulo e o país, pois com a propaganda de um evento ordeiro e seguro cada ano os investimentos podem aumentar e todos ganham, trabalhadores, as empresas de segurança privada e as autoridades constituídas para normatizar a festa”, completou ele.

Toninho se refere aos casos em que há a contratação de clandestinos para executar serviços de segurança privada que só atrapalham o andamento das atividades festivas e daí organizou os ofícios para que seja percebida seriedade e a importância da legalidade, inclusive para quem contrata o serviço de vigilância.

“Esclarecemos que os ofícios são motivados em razão da necessidade urgente de saneamento das atividades de segurança privada para eventos e grandes eventos na Cidade de São Paulo, frente a alta e rápida proliferação de ‘empresas de segurança’ clandestinas (sem autorização de funcionamento pela Polícia Federal), ou ainda, empresas de segurança devidamente regulares, porém, que não cumprem as obrigações legais de cunho administrativos e das relações de trabalho com seus empregados, precarizando e depreciando o setor, além de gerar insegurança para seus contratantes e público consumidor do entretenimento”, diz textualmente o documento do SEEVISSP.

A ação do sindicato laboral é referendada pelas demais entidades patronais do segmento. O SESVESP em São Paulo e a FENAVIST em Brasília têm como lemas o combate ao clandestino e irregularidades no setor.

Com informações da Revista do Sesvesp

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