Evento em Teresina reuniu empresários, especialistas e autoridades para debater os rumos da segurança privada no país; integração regional, inovação e cultura local foram destaques apontados por Alípio Castelo Branco.
O ENESP Nordeste 2025 — Encontro das Empresas de Segurança Privada da Região Nordeste — realizado no dia 1º de maio em Teresina-PI, entrou para a história do setor. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Piauí (Sindesp-PI), Alipio José Castelo Branco, o evento foi um marco pela dimensão, qualidade dos debates e impacto para o futuro da segurança privada no Brasil.
“Este ENESP da região Nordeste, que foi o primeiro a ser realizado em Teresina, me deixou particularmente muito envaidecido, porque foi o maior e o melhor ENESP que foi realizado no Brasil”, afirmou Alípio. “Tivemos 20 presidentes de sindicato — de um total de 25 —, 160 participantes inscritos, seis presidentes de entidades nacionais e palestrantes do mais alto gabarito.”
O evento, promovido pela Fenavist e pelos Sindesp dos nove estados do Nordeste, teve como principais pautas a regulamentação da Lei nº 14.967/24 (Estatuto da Segurança Privada), a reforma tributária e a inclusão do menor aprendiz. Segundo Alípio, dois fatores justificam de forma contundente a importância da realização do ENESP: o entrosamento entre empresários de todo o país e a abordagem de temas atuais por especialistas reconhecidos nacionalmente.
“Uma experiência bem-sucedida no Rio Grande do Sul pode ser aproveitada no Amazonas, no Piauí ou no Rio de Janeiro. Veja o caso da Bahia, que encontrou uma solução prática para o problema do jovem aprendiz, treinando jovens entre 21 e 24 anos como vigilantes. Essa prática agora pode ser replicada em outras regiões”, explicou Alípio. “A doutora Taís Arruti, que foi parte desse processo na Bahia e hoje está no Ministério do Trabalho, compartilhou esse modelo em nossa programação.”
Outro destaque foi a palestra sobre a reforma tributária, ministrada por Paulo Duarte Filho, um dos autores do texto da nova legislação, o que proporcionou aos empresários um olhar aprofundado sobre os impactos fiscais para o setor. O delegado da Polícia Federal Cristiano Campidelli também teve papel central ao apresentar os principais avanços trazidos pela nova legislação, especialmente no combate à clandestinidade.
“O novo Estatuto permite agora que a Polícia Federal aplique multas não apenas a quem oferece serviços clandestinos, mas também a quem os contrata, corrigindo um erro histórico e fortalecendo o setor”, explicou Campidelli.
Para além das discussões técnicas, Alípio ressaltou o papel do ENESP como promotor de integração cultural entre os estados. “Divulgamos nossa arte santeira, a melhor do mundo, nossos pintores, nossa culinária. Os participantes trouxeram suas culturas, seus métodos, e isso gerou um intercâmbio imensurável. Só se consegue isso reunindo empresários de todas as regiões do Brasil.”
Com apoio do Governo do Piauí e de empresas como Somapay, Bem Mais Benefícios, Inc. Seguros, Cet-Seg, Phenix Assessoria, Sebrae, Fecomércio-PI, Novati e Vigicred, o ENESP Nordeste 2025 reafirmou seu papel como fórum essencial para o crescimento sustentável, legal e inovador da segurança privada brasileira.




