A missão empresarial organizada pela Cebrasse nos Estados Unidos trouxe à tona os desafios e também as oportunidades para o setor educacional brasileiro. Entre os destaques, a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amabile Pacios, chamou atenção para os efeitos diretos do tarifaço sobre as instituições de ensino e para os caminhos de internacionalização que se abrem diante de novas parcerias.
Segundo Amabile, o impacto do tarifaço é especialmente sensível para o setor educacional, já que os custos adicionais não podem ser repassados aos contratantes durante a vigência do contrato educacional.
“Uma vez estipulado o valor da anuidade ou semestralidade não é possível qualquer reajuste, seja qual for a razão. Assim, aumento de juros e todos os demais advindos dessa política deverão ser absorvidos pela operação financeira da escola”, afirmou.
A dirigente alertou que o cenário pode levar a fechamentos de unidades escolares ou a aumentos significativos nos valores das mensalidades, uma vez que o setor não dispõe de margem de manobra imediata.
Durante a agenda da missão, que incluiu encontros no Consulado do Brasil em Miami e na Embaixada em Washington, Amabile destacou o aprendizado sobre a internacionalização de empresas e as possibilidades para a educação brasileira no mercado norte-americano.
“Aprendemos que há espaços no setor educacional americano para uma boa proposta vinda da escola brasileira”, disse, reforçando que a definição da planilha de custos para o próximo ano precisará ser feita com “muito cuidado e precisão”.
Outro ponto ressaltado pela presidente da Fenep foi a importância de compreender o funcionamento da ApexBrasil e identificar instrumentos de financiamento que podem apoiar a expansão internacional das instituições de ensino.
“Concluímos que o setor educacional pode se beneficiar de financiamentos do BID, por exemplo, utilizando inclusive consórcios para a efetivação da proposta. Haverá crescimento nessa linha de inserção”, avaliou.




