João Diniz destaca convergência entre propostas econômicas de Flávio Bolsonaro e pautas defendidas pela Cebrasse

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Presidente da entidade defendeu a desoneração da folha de pagamentos, criticou os impactos da reforma tributária sobre o setor de serviços e alertou para os riscos de mudanças na jornada de trabalho sem avaliação dos efeitos sobre a economia

O presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), João Diniz, destacou, durante reunião de diretoria da entidade, a convergência entre propostas econômicas apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro e pautas defendidas pelo setor de serviços. Entre os principais pontos estão a desoneração da folha de pagamentos, a redução da carga tributária e a necessidade de preservar empregos e a competitividade das empresas diante de mudanças na legislação trabalhista.

Durante o encontro, João Diniz também fez um balanço das atividades da Cebrasse, destacando iniciativas voltadas ao fortalecimento e à internacionalização do setor de serviços, como a organização de uma missão empresarial à China e o lançamento do Guia de Internacionalização de Empresas. O presidente abordou ainda as perspectivas do cenário econômico e político e seus possíveis reflexos sobre o ambiente de negócios no país.

Um dos temas discutidos foi a proposta de alteração da jornada de trabalho 6×1. João Diniz criticou a condução do debate, que, em sua avaliação, tem sido marcado por interesses eleitorais, sem a devida consideração dos impactos econômicos sobre as empresas, especialmente aquelas que dependem intensamente de mão de obra.

Nesse contexto, o presidente da Cebrasse destacou o posicionamento de Flávio Bolsonaro, que defendeu a necessidade de associar eventuais mudanças na jornada de trabalho a medidas capazes de estimular a geração de empregos formais e garantir a sustentabilidade das atividades empresariais.

O senador argumentou que, se a prioridade do governo fosse efetivamente melhorar as condições de vida dos trabalhadores, outras medidas econômicas já teriam sido adotadas, como a redução dos encargos sobre a folha de pagamentos e iniciativas para enfrentar o endividamento da população.

“Se ele estivesse pensando no trabalhador, não estava gastando desse jeito e jogando os juros oficiais lá para a lua, endividando o trabalhador”, criticou Flávio Bolsonaro.

Na avaliação de João Diniz, qualquer alteração nas regras trabalhistas precisa considerar seus efeitos sobre a manutenção dos postos de trabalho e a capacidade das empresas de absorver novos custos. “Não podemos ser hipócritas, temos que ter responsabilidade. Esse é o diferencial meu para o Lula. Eu tenho responsabilidade. Eu estou disputando o futuro do Brasil”, declarou.

João Diniz ressaltou que a defesa da desoneração da folha de pagamentos está alinhada a uma das principais bandeiras da Cebrasse, que apoia a PEC do Emprego, de autoria do senador Laércio Oliveira. A proposta busca estimular a formalização das relações de trabalho por meio da redução dos encargos incidentes sobre a contratação de trabalhadores.

“Flávio falou sobre a importância da desoneração da folha para que tenhamos mais geração de empregos formais. Essa é justamente a base da PEC do Emprego, de autoria do senador Laércio Oliveira e apoiada pela Cebrasse”, destacou João Diniz.

Outro ponto de convergência mencionado pelo presidente da entidade foi a crítica aos efeitos da reforma tributária. Segundo ele, o setor de serviços está entre os mais impactados pelas mudanças no sistema de tributação do consumo, o que reforça a necessidade de ajustes para evitar o aumento dos custos das empresas e a transferência desse peso para os consumidores.

“Flávio também destacou pontos negativos da reforma tributária que poderão resultar em aumento de impostos para os brasileiros. Essa preocupação coincide com a posição da Cebrasse, que vem alertando para os impactos da reforma sobre o setor de serviços, um dos mais afetados pelas mudanças”, afirmou.

Para João Diniz, o alinhamento dessas propostas com as demandas do setor representa uma perspectiva positiva para o debate econômico nacional. Ele reforçou que a Cebrasse continuará defendendo políticas públicas que favoreçam a geração de empregos, a redução dos custos de contratação, a segurança jurídica e a melhoria do ambiente de negócios, consideradas fundamentais para o crescimento sustentável do setor de serviços no Brasil.

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