O estudo elaborado pela CEBRASSE (Central Brasileira do Setor de Serviços) sobre os impactos do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) ganhou ampla repercussão na imprensa nacional. Divulgado pela Coluna Esplanada — que é publicada em mais de 50 jornais em todo o Brasil — o trabalho traz uma análise detalhada sobre os efeitos esperados do tratado para diversos segmentos da economia brasileira, com foco especial nos serviços, setor responsável por grande parte da geração de empregos no país.
O estudo da CEBRASSE, que aprofunda dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) por meio de um modelo insumo-produto, mostra que os efeitos do acordo não serão homogêneos, mas que há potencial de crescimento para atividades intensamente ligadas às cadeias exportadoras e à logística internacional.
Entre os segmentos de serviços com maior potencial de expansão estão:
- transporte aquaviário e terrestre de cargas,
- armazenagem e serviços auxiliares aos transportes,
- serviços empresariais especializados, consultorias, publicidade e engenharia,
- serviços jurídicos e contábeis,
- tecnologia da informação e telecomunicações.
Segundo a análise, essa expansão está diretamente associada à intensificação do comércio exterior, dos investimentos e da integração produtiva entre o Mercosul e a União Europeia.
CEBRASSE reforça desafios e oportunidades setoriais
Em declarações reproduzidas pela Coluna Esplanada, o presidente da CEBRASSE, João Diniz, ressaltou que o tratado gerará ganhos e desafios distintos entre os setores econômicos. Apesar de expressar impactos diretos mais relevantes em setores como agricultura, agronegócio e mineração, os efeitos indiretos sobre serviços são destacados como significativos.
Diniz destacou que atividades fortemente conectadas ao comércio internacional – como transportes, logística, engenharia, consultorias e tecnologia da informação – podem registrar crescimento direto com a intensificação das exportações e dos fluxos de investimento.
Indústria enfrenta desafios
O estudo pondera que, enquanto alguns setores industriais ainda enfrentarão desafios de competitividade — principalmente aqueles em que a UE possui forte presença, como farmacêuticos e químicos — outros, como a indústria de calçados, podem ganhar espaço no mercado internacional.



