Maia admite 'sonho' com Presidência, mas diz não ser momento de discutir candidatura

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Em evento, deputado diz não ter base eleitoral para ser eleito em cargo do Executivo

por Chico Prado


SÃO PAULO — Após ter o nome mencionado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles como possível candidato a vice-presidente, apoiado pelo presidente Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou alimentar expectativas, apesar de admitir que “sonha” com a ideia.
O deputado, no entanto, avaliou que hoje não se elegeria nem mesmo governador do Rio de Janeiro, seu estado. A declaração foi dada ao receber o prêmio de “Personalidade Política do Ano”, oferecido pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), nesta segunda-feira, em São Paulo.
— É claro que eu sonho, mas eu acho que não é o momento. Acho que o momento de discutir uma candidatura presidencial minha é quando eu tiver base eleitoral pra isso. Eu não tenho base eleitoral no meu estado. Tenho boas condições de me reeleger deputado, mas não tenho votos pra me eleger governador, e muito menos presidente do Brasil — disse.

 Segundo o presidente da Câmara, apesar de o seu nome estar sendo mencionado por “algumas pessoas”, ele tem melhores condições de servir ao país como parlamentar, sendo ou não presidente da Casa.

 — Eu acho que eu ajudo muito, pela experiência que eu tenho vivido como presidente, pela minha capacidade de diálogo com todos os partidos, eu acho que ajudo muito o Rio de Janeiro e o Brasil continuando deputado federal.

 Maia também criticou a declaração de Meirelles, que disse em entrevista acreditar que o presidente Michel Temer terá um candidato à Presidência em 2018 e que ele não será Geraldo Alckmin (PSDB).

 — Com todo respeito ao ministro Henrique Meirelles, acho que esse embate nesse momento não colabora, atrapalha. O PSDB é um partido importante, nos ajuda, votou conosco as reformas mais importantes que votamos desde que eu assumi a presidência da Câmara. Acho que não se deve tratar (assim) partidos que tem convergência ideológica com os nossos temas. Sem o PSDB, nós não temos nenhuma condição de votar a reforma da Previdência. Então, se está se trabalhando pra excluir o PSDB, significa que está se trabalhando contra a reforma da Previdência — avaliou.