Oficinas e workshop da Cebrasse são vitais para associados

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*Percival Maricato, sócio do Maricato Advogados
*Percival Maricato, sócio do Maricato Advogados

Em entrevista ao Cebrasse News, o jurista Percival Maricato comenta a importância da troca de conhecimento nos eventos promovidos pela entidade

O ‘novo’ normal precipitou uma realidade já esperada no mundo, como a adoção do trabalho remoto, de barreiras sanitárias, de protocolos de higiene e, também, de maior união das classes econômicas contra a mesma ameaça: a Covid-19, como mostra pesquisa realizada por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) . Neste cenário, a Central Brasileira do Setor de Serviços tem se destacado por manter o ritmo incansável de atividades, visando fortalecer a base, bem como oportunizar a troca de experiência entre a classe empresarial do segmento. Para além da atuação junto aos parlamentares brasileiros e os governos em suas instâncias, a entidade tem promovido oficinas sobre vários temas. Esta semana, o Cebrasse News entrevista o jurista Percival Maricato, autor de diversos livros voltados aos empresários do setor, entre eles ‘Como evitar reclamações trabalhistas e levar a bom termo as existentes’, para falar sobre o atual cenário de pandemia e a aposta na transmissão de conhecimento. Confira:

Cebrasse News – Qual a relevância de promover oficinas para os associados?
Percival Maricato – Oficina é uma atividade em que alguém expõe seus conhecimentos em determinada área, e os demais, além de os assimilarem e se aperfeiçoarem, podem também expor o que sabem, as próprias experiências. Com isso, todo mundo se aprimora, se empodera, volta com mais ferramentas para sua função na empresa. A Cebrasse tenta, pois, sistematizar a divulgação dessas expertises.

Cebrasse – Os temas são escolhidos de qual maneira?
Percival Maricato –
A Cebrasse já detém o maior acúmulo de conhecimento no setor de serviços no país. São dezenas de áreas com suas características, qualificações, seus empresários, seus experts e merecem, assim, serem objetos de oficinas. Além disso, tem conhecimentos técnicos, como diversas áreas jurídicas, RHs, gestão, que são necessários para todo tipo de profissional, estas também merecerão atenção.

Cebrasse – As empresas correm riscos neste tempo de pandemia?
Percival Maricato –
> Sim, estamos em tempo de desafios. As empresas devem afastar ameaças e tentar agarrar oportunidades, evitar pontos fracos e se aproveitar de seus pontos fortes, saber desenvolver estratégias durante e pós pandemia, estarem preparadas pela retomada econômica. E então não pode se cometer erros, deve-se aprender em livros, vídeos educativos, cursos e não errando, o que o mercado não perdoa. Mais uma vez se percebe a importância das oficinas.

Cebrasse – Há espaço para os associados manifestarem-se?
Percival Maricato –
Na oficina, também conhecida como workshop, a participação deve ser ativa, não há que não tenha experiências interessantes para contar aos demais. Precisamos fazer com que todos se manifestem, recolher essa sabedoria, transmiti-la aos demais, dando oportunidade que todos cresçam.

Cebrasse – A maioria das empresas que constituem o setor já enfrentava diversos desafios. Especialmente nas questões de tributos e trabalhistas. Como a Cebrasse pode ajudar em 2021?
Percival Maricato –
A Cebrasse tem na representação institucional sua função mais relevante. Deve impedir que novos tributos incidam sobre o setor, defende-lo e, ao mesmo tempo, atuar nos diversos planos pelo desenvolvimento do país. Manter relacionamento com os três poderes, nos níveis municipal, estadual e federal. Não deve se descuidar do nível educacional, de filtrar e repassar informações a associados. Duas áreas relevantes são a trabalhista e a tributária; e faremos constantes oficinas para que os associados saibam com lidar da melhor forma com os problemas delas decorrentes.

Cebrasse – Dê três conselhos que o senhor acredita serem essenciais, na área trabalhista, para os empresários da nossa base.
Percival Maricato –
Para evitar reclamações trabalhistas, já escrevi até um livro sobre isso, recomendo: aprender a contratar colaboradores, aperfeiçoar seus conhecimentos e fazer com que vistam a camisa, ou seja, que trabalhem motivados no interior de uma cultura vencedora.

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