Inovação em Serviços: o tech a favor do crédito

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Em conversa com a diretoria e associados da Cebrasse, CEO da Fintech Antecipa Fácil explicou que crédito é informação

Na 5ª reunião da Cebrasse, realizada no último dia 28, o segundo convidado a falar foi Elber Laranjeira, co-fundador e diretor de Operações da Antecipa Fácil, uma plataforma digital para antecipação de direito creditório. Respondendo ao questionamento feito pelo presidente da Cebrasse, João Diniz, sobre modernização nos negócio do setor de serviços, o especialista garantiu: “Inovação sempre leva a pensar em tecnologia, e é justo. Mas não é somente isso”, ressaltou.

De acordo com Laranjeira, ele mesmo foi, durante anos, prestador de serviços. “Fui tomador de crédito, por isso entendo as dores dos empresários pois fui empresário prestador de serviços também”, disse. “Por isso trago três dimensões da inovação em crédito que não se referem tão somente à tecnologia, mas estão trazendo um impacto importante na vida das pessoas e das empresas”, garantiu.

Laranjeira explicou como é feita a formação do custo do crédito (custo do capital, custos operacionais, prêmio de risco, lucro e tributos) pelo agente financeiro e, em seguida, o que é a assimetria informacional (fato do tomador do crédito saber mais sobre a situação econômica do que o concessor).

“Para exemplificar, se um estranho chegasse à sua porta, hoje, pedindo R$ 1 mil emprestado, alguém totalmente desconhecido, ninguém emprestaria; por outro lado, se fosse seu irmão a fazer esse pedido, provavelmente você emprestaria, levando em conta que você conhece o histórico do seu irmão. Então, crédito é informação. Isso é a assimetria informacional”, descreveu.

E como a tecnologia tem influenciado a assimetria? “Hoje, o primeiro movimento que tem acontecido agora é o tech a favor do crédito. E temos algumas ferramentas para o aperfeiçoamento das análises de crédito, como o ‘big data’ que compilam as informações públicas da internet; a inteligência artificial, que ajuda os modelos de concessão de crédito a aperfeiçoarem suas decisões baseadas no volume de dados informações e outros comportamentais; internet das coisas, por exemplo, um agente financeiro poderá exigir ter acesso às câmeras de segurança da sua empresa para ter certeza de sua atividade para a concessão de crédito; e os softwares de analitics, que vão destrinchar esses dados de transformar em modelos. O efeito disso é que conheço melhor meu tomador de crédito e, com isso, eu posso ajudar o prêmio de risco, regular as taxas e dar acesso a quem precisa”, explicou.

O segundo movimento descrito pelo especialista foi dos novos entrantes no mercado de crédito, incentivados pela evolução tecnológica (ainda não reguladas). São elas: fintechs de crédito e novos modelos de negócios (142 novas entidades dando acesso a crédito, a empresas e pessoas físicas, de maneira muito inovadora); a P2P (crédito entre pessoas); leilão de recebíveis (os leilões digitais de direito creditórios, isto é, de notas ficais); já as reguladas pelo Banco Central são a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) e as Sociedade de Crédito Direto (SCD), que tem atribuições de instituições financeiras. “Tudo isso ocorre de maneira muito inovadora”, opinou Laranjeira.

Por fim, o diretor da Antecipa Fácil citou que o terceiro movimento é o ambiente legal, que tem como base a LGPD, os open banks, cadastros positivos, desregulamentação do mercado de cartões de crédito e duplicatas estruturais. Ele finalizou a apresentação informando que assim como em todos os aspectos da vida, o crédito tem sido impactado com mudanças geradas pela tecnologia. E os novos hábitos de consumo, decorrentes dessas mudanças, representarão uma nova safra de empresa, produtos, tomadores de crédito que irão formar um novo mercado, provavelmente, mais justo e acessível aos bons pagadores.

Para ele, a inovação não deve ser vista como redutora da empregabilidade. “Na minha visão a inovação não deve ser um agente de ampliação de tamanho de mercado”, concluiu.

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