Seac-MG investe em transparência e na qualificação de gestores

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Renato Fortuna, diretor do Seac-MG, presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac)
Renato Fortuna, diretor do Seac-MG, presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac)

Entidade também criou departamento específico para tratar das campanhas salariais

Em 15 anos, a gestão ‘Portas Abertas’ do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado de Minas Gerais (Seac-MG) alcançou um feito impressionante: fechou mais de mil convenções coletivas de trabalho (CCTs) com 72 sindicatos profissionais, que representam mais de 30 categorias em todo o Estado. Desse total, 96% antecederam a data-base. Não houve nenhum dissídio coletivo.

De acordo com o diretor do Seac-MG, presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), Renato Fortuna, esse resultado tem relação direta com a qualificação dos atores envolvidos no processo.

“Acreditamos que a negociação coletiva é um dos principais instrumentos do processo democrático, por isso ampliamos os canais de diálogo com os sindicatos representativos das categorias profissionais. Entendemos que a função da entidade sindical vai além da representatividade, deve contribuir com a relação capital e trabalho, com competitividade das empresas e o crescimento socioeconômico”, argumentou.

Fortuna destaca que o Seac tem um comprometimento com a inovação sindical, promovendo a capacitação e aperfeiçoamento dos líderes no desenvolvimento de competências que refletirão na melhoria da competitividade das empresas. Para ele, isso consequentemente fortalece o associativismo, pois são ações efetivas que são compartilhadas e, assim, auxiliam no planejamento do futuro.

Outra iniciativa da gestão foi a criação do Departamento de Campanhas Salariais, que tem como atribuição aprimorar o processo de negociação coletiva, tornando-o mais ágil e dinâmico. “Para isso, o Departamento está reorganizando os arquivos físicos e eletrônicos, fazendo um histórico das Convenções Coletivas de Trabalho, fechadas com os sindicatos patronais. Também foi adotado o serviço de videoconferência, para assegurar uma participação ainda maior dos empresários nos debates.

Pandemia e inflação

A pandemia do novo coronavírus foi, sem dúvida, um dos maiores desafios enfrentados pelo setor. Segundo o presidente da Febrac, este foi um ano atípico para as negociações coletivas, uma vez que a sociedade estava desacostumada com a inflação de dois dígitos, ultrapassada este ano. Nesta terça-feira, dia 07, foi divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC): 10,16%. O índice é o utilizado como referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários.

“Estávamos acostumados com índices de 2% a 3%, e, de repente, estamos lidando com um índice acima de 10%. Então, é uma dificuldade maior para que fechar as convenções. E você não tem muito como fugir do INPC, uma vez que constata que a inflação está muito alta, especialmente de alimentos, e os nossos trabalhadores recebem muito próximo do salário mínimo”, explicou.

Além da reposição nos salários, o Seac-MG também negociou modificações em algumas cláusulas, como a de banco de horas, cuja compensação foi estendida de seis para sete meses. Outro ponto foi a questão da possibilidade dos empregados que cumprem jornadas 12/36 poderem trabalhar na folga, algo que, antes, era restrito a uma eventualidade.

“Colocamos, também, que agora é permitido o ponto com todas as modificações que vierem ser permitidas pela lei. Então, foram principalmente esses pontos que nós destacamos nas nossas convenções. Mas a nossa convenção está fechada desde o dia 18 de dezembro e agora, com a divulgação do INPC, serão concluídas”, informou Fortuna.

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