Seac/SP faz rodada de encontros com pré-candidatos ao governo de São Paulo

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A primeira conversa aconteceu no dia 30 de maio, com o Márcio França (PSB). Objetivo é apresentar demandas do setor a todos os aspirantes ao cargo de governador

A corrida ao governo de São Paulo, detentor do maio Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, é uma das mais acirradas do país. E não é para menos, ser considerado o motor da economia brasileira é uma responsabilidade e tanto. Até o momento, dez nomes se colocam como pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes. E a exemplo de anos anteriores, o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo (Seac-SP) está realizando uma rodada de conversas com os aspirantes ao cargo de governador.

O primeiro a ser ouvido – e a ouvir as demandas do setor – foi Márcio França (PSB), no dia 30 de maio. De acordo com o presidente do Seac-SP, Rui Monteiro, foram apresentadas as especificidades do segmento, bem como as deficiências do pregão eletrônico – um dos instrumentos por meio do qual os governos – em qualquer esfera – podem contratar empresas de bens e serviços, independentemente do valor estimado.

“O que acontece é que muitas empresas acabam dando preços inexequíveis nos pregões, daí ganham o contrato. Passado um tempo, elas quebram. Não conseguem cumprir o acordo, não pagam as obrigações as trabalhistas para os funcionários e, automaticamente, essa conta vai para o Estado e em algum momento vai ser paga. Então, nós estamos tentando mostrar, junto aos candidatos, essa dificuldade que está ocorrendo hoje para que consigamos encontrar uma saída, para que não haja mais esse tipo de situação”, alertou Rui.

Monteiro explicou que o Seac/SP tem acompanhado tem os números do prejuízo causado ao Estado, e ao setor, em virtude dessa anomalia. “É um processo no qual as empresas saem prejudicadas, o trabalhador sai prejudicado e o governo também sai prejudicado. Tanto porque sobre pra ele [governo] o transtorno de ter que fazer um novo pregão, porque aquela empresa quebrou; como sobra para a administração pública, depois, na Justiça, ser condenado a pagar direitos trabalhistas de uma empresa que não cumpriu com as suas obrigações. Pregão eletrônico pode ser muito bom para outras coisas, mas não para a mão de obra. E inclusive no sindicato, tem os números disso, nós acompanhamos isso no dia a dia e sabemos quantas empresas já passaram por essa situação, quantas já deixaram passivos trabalhistas para o governo pagar.”, afirmou.

Na primeira conversa, o Seac-SP também externou a preocupação que as empresas têm com o cumprimento do papel constitucional do Estado a população nas áreas de saúde, segurança, educação, moradia, trabalho, lazer, previdência social, alimentação, transporte e proteção à maternidade e à infância.

“Lógico que muitas dessas demandas não são só obrigações do governo, algumas são da Prefeitura, mas hoje empregamos pessoas da camada base da pirâmide social e nos importamos com a questão do acesso à saúde, à escola, à creche, enfim, fatores que afetam a vida dos nossos funcionários e, automaticamente, também as empresas, pois é uma cadeia. Então, levamos essas informações aos candidatos porque é importante colocar, para eles, esse cenário que muitos ignoram”, destacou Monteiro, informando que já foi feito convite para o pré-candidato Tarcísio de Freitas (REP) – ainda sem data – e os encontros serão feito a todos os outros pré-candidatos.

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