Redução do ICMS desacelera a inflação

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Flávio Sandrini Baptista é presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp)
Flávio Sandrini Baptista é presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp)

Por Flávio Sandrini Baptista

Como era de se esperar, o teto estabelecido para o ICMS de combustíveis, energia elétrica e comunicações, fez com que, praticamente, toda a cadeia de produtos dependentes de transporte, tivessem uma redução em seus custos, causando perda de força do índice inflacionário, possibilitando até deflação em alguns grupos, como transporte (-1,08) e habitação (-0,78).

A prévia da inflação, como é conhecido o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ficou em 0,13% em julho, abaixo de 0,69% de junho. Mesmo assim, mas agora num cenário mais favorável, a meta de inflação para este ano (2022), definida pelo Conselho Monetário Nacional, que a projetou em

3,5%, aceitando-se a variação de entre 2 e 5%, ficará acima da projeção. A inflação do ano (projetada) deve ser 8,8%. Para o ano vindouro, a meta foi fixada em 3,25% (aceitando-se a variação entre 1,75% e 4,75%).

O que mais contribuiu para a manutenção da inflação, foi o leite e seus derivados que, no acumulado, já subiu mais de 57,42% neste ano, além do vestuário masculino, despesas pessoais, saúde e cuidados pessoais.

Também contribuíram para a inflação de julho, a alimentação, tanto em domicílio, quanto fora dele, que subiram 1,12% e 1,27%, respectivamente, em contraste com junho, que teve média de aumento de 0,90%. De qualquer forma, houve desaceleração da inflação, sendo sua variação, de 0,13%, só superior a ocorrida em junho de 2020, quando ficou em 0,02%.

Num esforço para trazer a inflação de volta para à meta ou, ao menos mantê-la em desaceleração, o Banco Central tem feito um maior aperto monetário, fixando a taxa básica de juros, atualmente, em 13,25%. A fixação desta taxa de juros prejudica todo o setor que depende de empréstimos, mas evita uma hiperinflação e deixa a economia sob controle. Aguardemos as eleições para sabermos melhores detalhes sobre o andamento da economia.

Flávio Sandrini Baptista é presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp)

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