Reunião da Cebrasse decide posicionamento sobre Reforma Tributária

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Durante reunião, membros da direção concordaram que o processo de debate e aprovação da reforma tem sido um verdadeiro tratoraço. Mesmo assim, os empresários e representantes do setor de serviços continuarão buscando articulações para minimizar os danos no segmento

Na última quinta-feira, a Central Brasileira de Serviços (Cebrasse) realizou sua 4ª reunião da diretoria para discutir um dos temas mais cruciais para o setor nos últimos anos: a reforma tributária. Com a presença de empresários e líderes do setor de serviços, a reunião trouxe à tona uma série de preocupações e decisões importantes sobre o impacto da reforma.

O presidente da Cebrasse, o empresário João Diniz, abriu a reunião destacando a relevância da reforma tributária e o trabalho árduo realizado nos últimos dois anos para acompanhar os desenvolvimentos no Senado. Ele ressaltou: “A reforma tributária tem sido a pauta central da Cebrasse, e estamos aqui para tomar decisões que afetarão diretamente o setor de serviços.”

Item 1: Impacto da Reforma Tributária

Um dos principais pontos discutidos foi o impacto da reforma tributária, que, de acordo com os membros da Cebrasse, foi extremamente prejudicial ao setor de serviços. A ausência de exceções abrangentes para a maioria das empresas de serviços foi um ponto de preocupação.

Decisão: A Cebrasse decidiu manifestar seu descontentamento com maneira como a reforma foi votada e a falta de benefícios significativos para o setor de serviços. Será divulgada uma revista com informações completas e um estudo sobre o impacto no setor de serviços e no emprego.

Item 2: Regime Diferenciado

Houve também a discussão sobre o regime diferenciado prometido para alguns setores, como transporte, saúde e educação. No entanto, a diferença nas alíquotas não foi considerada suficiente para atender às necessidades desses setores.

Decisão: A Cebrasse expressou sua insatisfação com a discrepância nas alíquotas e argumentou que mesmo os setores beneficiados pelo regime diferenciado não estavam satisfeitos com a reforma.

Item 3: Estratégia de Aprovação

Durante a reunião, os membros da Cebrasse discutiram a estratégia política usada na aprovação da reforma tributária, que envolveu a liberação de 8 bilhões de reais em emendas para os 513 deputados.

Decisão: A Cebrasse condenou veementemente a estratégia de “compra de votos” e apelou aos eleitores para não considerarem isso normal.

Item 4: Beneficiários e Prejuízos

Os membros da Cebrasse enfatizaram que a reforma beneficia a indústria em maior medida e prejudica fortemente o setor de serviços, que é a maioria dos representados pela central.

Decisão: A Cebrasse enfatizou a necessidade de uma revisão profunda da reforma tributária para equilibrar os interesses dos diferentes setores da economia.

O presidente da Central e empresário do setor, João Diniz, encerrou a reunião com as seguintes palavras: “Esta reforma tributária representa um desafio significativo para o setor de serviços. Estamos comprometidos em lutar pelos interesses dos nossos membros e continuar a pressionar por mudanças que beneficiem verdadeiramente o nosso setor e a economia como um todo.”, afirmou.

A reunião da Cebrasse destacou a necessidade de um debate mais amplo sobre a reforma tributária e a importância de representar os interesses do setor de serviços na formulação de políticas públicas.

Durante a 4ª reunião a diretoria da Cebrasse revelou decisões importantes relacionadas a questões críticas que afetam o setor de Comércio e Serviços no Brasil. O encontro contou com a presença de empresários e líderes sindicais que uniram forças para enfrentar a reforma tributária em discussão no Congresso Nacional.

O grupo também abordou a missão empresarial para o Japão, programada para ocorrer entre os dias 3 e 13 de novembro. A Cebrasse aproveitará a oportunidade para estreitar laços com empresas japonesas e explorar tecnologias de automação e robotização, especialmente nas áreas de limpeza e segurança. A iniciativa visa alinhar o setor brasileiro de Comércio e Serviços com as tendências globais em tecnologia e inovação.

Outro destaque foi o lançamento do livro “Projeto Checklist”, que contou com o apoio da Cebrasse. O livro, que aborda a aplicabilidade do checklist em diversos setores de serviços, será lançado inicialmente em versão eletrônica, com a versão impressa prevista para ser disponibilizada após 45 dias. O presidente da Cebrasse destacou a importância de apoiar iniciativas que promovam o aprimoramento do setor.

A reforma tributária voltou a ser tema a reunião, com participantes expressando preocupação com as mudanças propostas. Houve consenso sobre a necessidade de continuar pressionando para garantir que as emendas apresentadas sejam consideradas, especialmente aquelas relacionadas à folha de pagamento e à divisão das competências tributárias.

Lombardi, um dos presentes na reunião, ressaltou a importância da persistência na luta contra a reforma tributária. Ele mencionou que a PEC 45, também conhecida como PEC da reforma tributária, continua sendo um tópico crucial. “Nós estamos trabalhando todos os dias aqui em Brasília, buscando emendas que defendam nossos interesses”, afirmou.

A Cebrasse reafirmou seu compromisso de continuar a luta contra as mudanças tributárias que impactariam negativamente o setor de Comércio e Serviços. A central pretende acompanhar de perto as discussões no Congresso Nacional e mobilizar esforços para garantir que os interesses do setor sejam devidamente representados.

A reunião também serviu como um lembrete para a próxima eleição, com o presidente João Diniz enfatizando a importância de manter uma lista de deputados que apoiaram as emendas contrárias aos interesses do setor. O engajamento político foi destacado como uma estratégia para preservar os interesses dos empresários e trabalhadores do setor de Comércio e Serviços.

Nesse momento crítico, a Cebrasse demonstrou sua determinação em proteger o setor de Comércio e Serviços, e a unidade entre empresários e líderes sindicais continua sendo a força motriz dessa luta. A reunião encerrou com um compromisso firme de resistir às mudanças tributárias que possam prejudicar a economia e a sociedade como um todo.

João Diniz, que liderou a reunião, enfatizou a importância da unidade entre os membros da central em meio às adversidades enfrentadas. “A Cebrace continua nessa briga, e mesmo diante das dificuldades, estamos unidos em prol dos interesses do setor de Comércio e Serviços, que representa dois terços da economia do país”, declarou Diniz.

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