A Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) esteve reunida recentemente com a secretária de Esportes do Estado de São Paulo, Coronel Helena Reis, para tratar de pautas estratégicas que envolvem a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México e seus desdobramentos até 2027. O encontro, realizado diretamente na sede da Secretaria, teve como foco o papel do esporte como vetor de desenvolvimento econômico, com especial atenção ao setor de serviços.
Missão empresarial EUA: Miami e Washington DC
Durante a reunião, foram discutidas oportunidades de cooperação entre o governo estadual e o setor empresarial, especialmente no contexto da Missão Empresarial da Cebrasse aos Estados Unidos, prevista para agosto de 2025. O evento internacional passará por Miami e Washington DC e contará com uma programação voltada ao intercâmbio de experiências e à promoção de parcerias no ambiente esportivo e empresarial.
Setor de serviços como vetor econômico e emprego
Um dos principais pontos abordados com a secretária foi o potencial transformador da Copa do Mundo para o ecossistema de serviços no Brasil. A Cebrasse reforçou que grandes eventos esportivos impactam diretamente áreas como segurança, turismo, transporte, entretenimento e comunicação, gerando empregos e estimulando investimentos. A presença da Secretaria de Esportes nas articulações da missão internacional é considerada estratégica para ampliar a representatividade do Brasil nas discussões sobre a economia do esporte.
Representatividade da Cebrasse
O presidente da Cebrasse João Diniz informou ainda que a entidade lado tem mais de 878 mil empresas representadas em todo o país, reunindo cerca de 12 milhões de trabalhadores formais e tem se consolidado como uma das principais entidades na defesa do setor de serviços, responsável por 72% do PIB nacional. Para o presidente, “a participação ativa dos gestores públicos nas pautas empresariais amplia as possibilidades de articulação entre os mundos esportivo, institucional e econômico”.
Compromisso da Secretaria com desenvolvimento sustentável
A secretária Coronel Helena, por sua vez, demonstrou abertura ao diálogo e reconheceu a importância de alinhar estratégias que fortaleçam o esporte como instrumento de transformação social e desenvolvimento sustentável, principalmente diante da visibilidade internacional que o Brasil ganhará com a realização do mundial.
A reunião foi o primeiro passo para uma colaboração mais estreita entre a Cebrasse e a Secretaria de Esportes, com novas agendas previstas nos próximos meses.
Setor de Asseio e Conservação destaca protagonismo na inclusão social e sustentabilidade durante Fórum da Cebrasse
Durante o Fórum de Sustentabilidade promovido pela Cebrasse, o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo (SEAC-SP) apresentou uma visão estratégica sobre como o setor pode ser protagonista na agenda ESG e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Compromisso do setor com a Agenda 2030
O presidente do SEAC-SP, Rui Monteiro, destacou que as empresas do setor já desenvolvem ações práticas alinhadas à Agenda 2030, como o uso consciente da água (ODS 6), a oferta de trabalho decente (ODS 8), a redução de produtos agressivos ao meio ambiente (ODS 12) e o incentivo a práticas que minimizem os impactos das mudanças climáticas (ODS 13). “O setor de asseio e conservação contribui diretamente com metas ambientais e sociais globais por meio da prestação de serviços mais responsáveis e sustentáveis”, afirmou Rui.
Inclusão social e diversidade no setor de serviços
A apresentação também trouxe reflexões sobre o papel social das empresas, com ênfase no “S” da sigla ESG, que incorpora hoje os princípios de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I). Segundo Rui, o setor é um dos que mais promovem inclusão social no Brasil. “Dados da RAIS mostram que empregamos pessoas historicamente excluídas do mercado formal, como idosos, negros, pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade econômica”, ressaltou.
A palestra reafirmou o compromisso do SEAC-SP com o desenvolvimento sustentável e a valorização da força de trabalho, reforçando que ações ambientais e sociais não são apenas tendências, mas responsabilidades concretas para a construção de um futuro mais justo e equilibrado.




