Encerrando a série de reportagens sobre o Fórum de Sustentabilidade promovido pela Cebrasse, destacamos o Painel que trouxe à tona como a tecnologia tem sido uma grande aliada na construção de um setor de serviços mais eficiente, responsável e comprometido com a redução das emissões. Com o tema “A tecnologia aplicada ao setor de serviços pelo viés da sustentabilidade: mãos dadas para a redução das emissões”, o painel reuniu especialistas em ESG, inovação e transformação digital para debater soluções práticas e tendências regulatórias.
Entre os palestrantes estiveram Caio Pimenta e Lucas Campos de Pontes, da área de consultoria ESG da RSM, a 6ª maior firma de auditoria e consultoria do mundo. Eles destacaram como ferramentas como inteligência artificial, sensores ambientais, blockchain, RFID e dashboards integrados estão revolucionando a forma como empresas monitoram seus indicadores ambientais, sociais e de governança em tempo real. Com essas tecnologias, é possível reduzir desperdícios, melhorar a rastreabilidade de insumos e antecipar riscos com base em dados concretos — tudo isso com impactos positivos tanto para o planeta quanto para a performance financeira das organizações.
Um ponto central da apresentação foi a introdução das normas internacionais IFRS S1 e S2, que promovem a integração entre relatórios financeiros e de sustentabilidade. Essas normas, que já começam a ser adotadas no Brasil, trarão exigências mais rígidas a partir de 2026, com asseguração razoável dos dados divulgados pelas empresas.
A moderação do painel foi conduzida por Paulo Perotti, CEO da ESG Solution e coordenador da Comissão de Compliance e ESG da Cebrasse, que enfatizou a importância de uma governança sólida, conectada com os princípios da sustentabilidade e os novos desafios regulatórios.
O CEO da NEXT, Marcelo Gomes, trouxe à discussão o papel da tecnologia na promoção da eficiência operacional e do compliance trabalhista, além de desconstruir mitos sobre o ESG. “ESG não é custo e não é só para empresas grandes. É uma questão de mentalidade e compromisso com o futuro”, afirmou. Marcelo também reforçou como a digitalização pode reduzir o uso de papel e promover inclusão digital nas organizações.
Ana Paula Ribeiro, gerente de negócios e dados do Grupo Capgemini Business Services Brasil, reforçou que ESG é governança, controle técnico e inteligência aplicada. Para ela, a tecnologia deixou de ser um acessório e passou a ser parte fundamental das estratégias ESG: “Estamos cada vez mais atrelando a tecnologia ao ESG de forma prática e eficaz”, pontuou.
Já Eduardo Silvestri, CEO e fundador da CarbonTech, destacou soluções voltadas à mensuração de carbono e ao apoio técnico para empresas que buscam neutralizar suas emissões. Sua empresa atua com monitoramento, inventário e projetos certificados de compensação de carbono, contribuindo para tornar o compromisso ambiental acessível e mensurável. Eduardo defendeu o uso de dados confiáveis e tecnologia de ponta para garantir transparência e credibilidade no caminho rumo à economia de baixo carbono.
Com falas complementares, o painel mostrou que a sustentabilidade deixou de ser um conceito abstrato e hoje é traduzida em soluções reais, com benefícios diretos para empresas, sociedade e meio ambiente. A mensagem final foi clara: o futuro do setor de serviços será digital, transparente e, acima de tudo, sustentável.




