Turismo de negócios deve ganhar força com acordo UE-Mercosul

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Turismo de negócios deve ganhar força com acordo UE-Mercosul
Gustavo Góes, fundador da São Roque Invest

A aprovação do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul tende a gerar impactos relevantes no setor de turismo, com destaque para o turismo de negócios. A avaliação é de especialistas ligados à Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), que acompanham de perto os desdobramentos do acordo sobre os segmentos que mais empregam e geram valor na economia brasileira.

De acordo com Gustavo Góes, fundador da São Roque Invest, empresa parceira da Cebrasse, a intensificação das relações comerciais entre os dois blocos deve ampliar significativamente o fluxo de viagens corporativas, missões empresariais, feiras internacionais, eventos institucionais e investimentos cruzados.

“Esse movimento tende a impulsionar diretamente a demanda por viagens, hospedagem, alimentação e uma série de serviços associados à hotelaria e ao turismo corporativo”, afirma Góes.

Turismo conectado à integração econômica

Na avaliação da Cebrasse, o turismo, a alimentação fora do lar e a hotelaria estão entre os setores mais diretamente conectados ao aumento do fluxo empresarial e institucional entre a União Europeia e o Mercosul. Destinos preparados para receber esse público — com infraestrutura adequada, conectividade aérea, rede hoteleira estruturada e serviços qualificados — tendem a se beneficiar de forma mais consistente.

O presidente da Cebrasse, João Diniz, ressalta que, embora o acordo tenha como foco principal o comércio de bens, seus efeitos se espalham de forma significativa pelo setor de serviços.

“O turismo de negócios deve ser beneficiado pela intensificação das relações comerciais, com mais missões empresariais, eventos e intercâmbio institucional entre os blocos”, destaca Diniz.

Impactos setoriais são desiguais

Assim como ocorre em todo acordo comercial de grande escala, os impactos não são homogêneos entre os setores produtivos. Indústrias europeias altamente competitivas, como as dos segmentos farmacêutico e químico, especialmente em países como Alemanha e França, tendem a ampliar sua presença nos mercados do Mercosul.

Por outro lado, alguns setores industriais do bloco sul-americano, como o de calçados, podem ganhar competitividade e acesso a novos mercados, enquanto outros enfrentarão maiores desafios de adaptação e concorrência internacional.

Oportunidades e desafios no horizonte

Para Gustavo Góes, o acordo cria um ambiente de oportunidades relevantes, mas também exige atenção do poder público e do setor produtivo.

“É fundamental que haja políticas de transição, estímulo ao ganho de produtividade e estratégias claras de posicionamento para os setores menos competitivos”, avalia.

No caso do turismo, especialmente do turismo de negócios, a expectativa é de um saldo positivo, acompanhando o avanço da integração econômica e institucional entre a União Europeia e o Mercosul. O aumento do fluxo empresarial tende a fortalecer cadeias que envolvem hotelaria, gastronomia, transporte, eventos e serviços especializados, ampliando a geração de emprego e renda.

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