Selur/Selurb: Reúso de água ainda é desafio no Brasil

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O uso da água deverá crescer 24% até 2030, superando a marca de 2,5 milhões de litros por segundo, diz o Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil. Segundo o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) “O Impacto Econômico dos Investimentos de Reúso de Efluentes Tratados para o Setor Industrial”, de 2018, menos de 1% da oferta de água no país provém de reúso de efluentes tratados. Enquanto isso, em Israel, país que convive com a escassez desde sua origem, 70% da oferta vem da reutilização de efluentes.

Estima-se que o reúso de água não potável seja de 2m³/s, uma vazão ínfima perto do total da água retirada no país, 2.083 m³/s segundo dados do estudo Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, de 2018. A meta proposta pelo Governo Federal é que o reúso não potável direto no Brasil alcance 13 m³/s até 2030.

Na última quarta-feira, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em nota, comentou que “a manutenção dos vetos ao marco legal do saneamento é essencial para o país.”

Segundo a entidade, a manutenção dos vetos presidenciais ao novo marco legal do saneamento (Lei 14.026/2020), decidida naquele dia pelo Congresso Nacional, “contribui para a promoção da concorrência, fundamental para que os prestadores de serviços sejam selecionados por critérios técnicos e o acesso ao saneamento seja concretizado para todos”. Para a federação, “a participação privada também será indispensável para os avanços na área e, nesse sentido, a nova lei proporcionará maior segurança jurídica, destravando os investimentos necessários”.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), existem no Brasil mais de 33 milhões de pessoas sem acesso a abastecimento de água e mais de 58 milhões sem coleta de esgoto. Além disso, mais da metade do esgoto produzido não é tratado. O quadro tende a ser ainda pior, já que sequer há dados de esgotamento sanitário referentes a mais de três mil municípios, que totalizam 42,3 milhões de pessoas (20% da população do país).

“Com a manutenção dos vetos, o marco legal potencializa a realização de investimentos para universalização dos serviços, tendo desdobramentos positivos na qualidade de vida da população e na retomada econômica”, disse a Firjan.

Fonte: Monitormercantil

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