Ministro Luiz Marinho propõe grupo de trabalho sobre aprendizagem

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Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego durante o Encontro Nacional das Empresas de Asseio e Conservação 2024.
Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego durante o Encontro Nacional das Empresas de Asseio e Conservação 2024.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, foi uma das atrações do Encontro Nacional das Empresas de Asseio e Conservação 2024. Em sua passagem por Florianópolis nesta sexta-feira, 12 de abril, o ministro falou sobre os desafios das cotas de aprendizagem e o cumprimento por parte das empresas do setor de serviços.

“Eu entendo e sou sensível às dificuldades do setor de serviços. No modelo atual é um grande desafio cumprir as cotas de aprendizagem, em especial nas empresas de Asseio e Conservação (limpeza), que não atraem o interesse dos jovens”, destacou Marinho.

Em sua explanação, o ministro destacou que a pasta já estuda com a equipe técnica mecanismos e alternativas para auxiliar as empresas do setor a cumprirem com as cotas.

“Convido as empresas e sindicatos regionais a colaborarem conosco nas discussões. Nossa ideia é formar grupos de trabalho para fomentar o diálogo sobre o tema. O processo de aprendizagem é muito importante para preparar os jovens para o mercado de trabalho, mas precisamos adequar esse processo à realidade de cada setor”, completou.

Desafio da aprendizagem

Jovem aprendiz é aquele que trabalha e estuda ao mesmo tempo para obter qualificação profissional.

“O tema aprendizagem representa um dos maiores custos para o setor de serviços na área trabalhista, refletindo em expressivas dificuldades para as empresas. É difícil atrair os jovens para o mercado de limpeza profissional, com isso o cumprimento da cota torna-se inviável, expondo as empresas a multas e sanções”, destacou o presidente do SEAC-SC, Avelino Lombardi.

Além do fator custo, as empresas, especialmente do setor de asseio e conservação, enfrentam dificuldades em cumprir a cota de contratação de aprendizes, pois as atividades prestadas envolvem trabalho insalubre, perigoso ou em horário noturno, além da ausência de curso específico fornecido pelo SENAC. Independente dos percalços, as empresas do setor são constantemente investigadas e fiscalizadas para o cumprimento da legislação.

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